A vitória e conseqüente classificação às semifinais do Veranópolis Esporte Clube (VEC) sobre o Esportivo, domingo, dia 8 de Abril, por 3 a 1, no Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos, reuniram todos os elementos que devem compor uma grande decisão: pênaltis polêmicos, sangue quente dentro de campo, torcida exaltada, pressão na arbitragem, grandes jogadas, gol de centroavante e goleiro salvador, entre outros. Todos deram o tempero que o clássico pedia. O goleiro do VEC, Gilmar, foi o nome do jogo. Fez o primeiro gol do seu time, em cobrança de pênalti. Realizou quatro defesas cruciais que mantiveram o VEC à frente no placar. O meia pentacolor Tássio estava abusado. Em uma mesma jogada, deu um chapéu em Renan, outro em Deives Thiago, mais dois ou três balõezinhos. Tudo isso fez com que o mesmo Deives Thiago perdesse a cabeça e cometesse uma falta desnecessária próxima da grande área. Falta, essa, que originou o segundo gol do VEC. Decisão tem que ter gol de artilheiro. Vitor Hugo, goleador do Gauchão, bateu pênalti e fez seu 12º gol no Gauchão, o terceiro do VEC na partida. Os anteriores do VEC foram marcados por Gilmar, de pênalti e Émerson de cabeça. Para mostrar que ainda possuem faro de gol, os veteranos Caio e Zé Alcino costuraram a jogada que fez o Esportivo descontar no placar. Nem só de gols e lances bonitos foi o clássico. Após ter cometido uma falta violenta, Juliano Navarini, implacável marcador do ataque veranense, tomou um dedo na cara de Marcos Alexandre. No mesmo momento, foi cercado por jogadores do Veranópolis. Enquanto metade dos boleiros se ameaçava, a outra tratava de inibir o começo de uma briga, iminente a cada volta do ponteiro do relógio. Jogo assim só poderia ter expulsões. Anderson Catatau recebeu um amarelo por ter entrado em campo sem que o árbitro Vinícius Costa fosse avisado. Depois, levou outro amarelo por ter simulado um pênalti, na interpretação do juiz. Foi para rua fazer companhia a Gavião, expulso sete minutos antes. Aos 31, foi a vez de Marcos Alexandre receber o vermelho. E aí foi uma cena à parte. Queria sair de campo cruzando todo o gramado. Foi impedido a empurrões pelo goleiro Donizetti. E qual clássico não tem confusão no final? Parte da torcida do Esportivo prejudicou o clube ao arremessar copos, torrões de terra e pedras no trio de arbitragem e nos soldados da Brigada Militar. Como ninguém se feriu, o maior lesado foi o próprio Esportivo, que deve ser rigorosamente punido. O VEC volta a campo, agora pelas semifinais, neste sábado, dia 14, contra o Juventude no estádio Antônio David Farina. O técnico Paulo Porto não poderá contar com Marcos Alexandre, expulso, porém já tem o retorno de Coracini.\o/
O Veranópolis Esporte Clube Recreativo e Cultural foi fundado em 15 de Janeiro de 1992. O clube surgiu da fusão de dois clubes da cidade, Veranense e Dalban. Por essa união o clube nasceu pentacolor: azul, vermelho, amarelo, verde e branco. A melhor colocação do VEC no Campeonato Gaúcho da primeira divisão foi um terceiro lugar em 1998.
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Ponte no Município de Veranópolis(RS)




















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